Gato100Gata diz:
Oi, gata...comprei uma casa no lago...é linda!
Eterna Aprendiz diz:
Sério??!! Que massa! Até lembrei de um filme...deixa te contar...
Você deve estar achando o início desse texto muito estranho, né? Tsc tsc... Pra simplificar essa resenha pra você, caro(a) leitor(a), quis fazer uma analogia: o filme A Casa do Lago (The Lake House, 2006) é como se fosse um relacionamento que começou na Internet. É um pouco mais bizarro porque se trata de uma distância de tempo, e não de espaço. Tipo, como assim?
Kate Forster (Sandra ‘óunquefofamimimi’ Bullock) acaba de se mudar da referida casa e deixou um bilhete pro novo inquilino. Ela bem que poderia ter dito: “Pô véi, se o carteiro chegar aí diz que eu mudei de endereço. Ah isso serve pro leiteiro e pro encanador também. Ah, seria pedir muito mandar a carta pro endereço novo? Valeu gato, beijo”; entretanto, a moça é educadíssima e deixa uma carta muito fofinha, mas que, por alguma razão desconhecida - afinal o diretor não se preocupou em explicar esse detalhe - aquela caixa de correio estava encapetada e eles conseguiam fazer uma conexão espaço/tempo muito louca. A carta enviada em 2006 foi recebida não pelo novo inquilino, mas sim pelo antigo, Alex Wyler (Keanu ‘ôláemcasadiosmio’ Reeves) no ano de 2004. Depois de ocorrer aquele estranhamento inicial e eles tomarem consciência do lapso temporal, rola aquele papinho cremoso de "quem é você? Do que você gosta? É solteira? Tem webcam?" rsrsrs
Ainda tá difícil de entender? Vou tentar explicar melhor: esse filme conta a história de uma médica que morava numa casa de vidro à beira de um lago. Ela havia terminado um namoro há pouco tempo e vivia uma vida solitária no subúrbio. De mudança para Chicago, para trabalhar em um agitado hospital, resolve deixar um bilhete para o novo inquilino, pedindo-lhe que lhe remeta suas correspondências para o novo endereço e explicando-lhe que as marcas de patas que ele verá na porta da frente já estavam lá quando ela se mudou. Quem acaba recebendo o bilhete é Alex, um arquiteto frustrado, porém talentoso, que vê uma coisa totalmente diferente do que estava escrito no bilhete. A casa encontra-se maltratada: empoeirada, suja, coberta de ervas daninhas e, curiosamente, sem qualquer sinal de patas.
A linda casa de vidro tem um significado especial para Alex, pois fora construída por seu pai (Christopher Plummer), um arquiteto famoso, que sempre deu mais importância ao trabalho do que à sua família. Alex adora a casa, pois sente-se em paz e feliz ali. Por isso, decide restaurar o imóvel e deixá-lo como antes. Pensando assim, ele desconsidera o que estava escrito no bilhete da médica até que, alguns dias depois, quando estava pintando o local, ele vê uma cadela pisando na tinta fresca, e passando pela entrada da casa, deixando no piso as marcas de patas, exatamente onde Kate havia escrito que estavam.
Bastante intrigado com o fato, Alex escreve para Kate, dizendo que ninguém havia morado na casa antes dele e perguntando como ela poderia saber o que a cadela havia feito. A médica, que havia partido uma semana antes, acha que o rapaz está querendo brincar com ela e escreve-lhe uma outra carta. Desta forma, eles acabam descobrindo que estão no mesmo dia, porém com dois anos de diferença: ela está no ano de 2006, enquanto ele vive no ano de 2004 (existe um lapso de tempo entre os dois personagens). Conforme vão se correspondendo, os dois trocam sonhos, ideias, questionamentos, descobrindo cada vez mais coisas um sobre o outro e, assim, acabam apaixonados.
Os únicos elos entre os dois são as cartas e a cadela “Jack”, que está morando atualmente com Kate, mas que já morou com Alex (lembre-se que ele está em 2004 – no passado - e ela em 2006 – no futuro; o que os separa é o tempo). Assim, sabemos que os dois querem ficar juntos, mas estão em tempos distintos
Agora você pode estar pensando: ihhhhhhhh...é mais um filminho de amor sem muito compromisso com a lógica e bem "mamão-com-açúcar". Claro que A Casa do Lago é sim um filme de amor e regado a uma trilha sonora ultra romântica, envolvente e charmosa (com direito aos britânicos M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O-S Paul McCartney e Keane), além de fotografia espetacular; mas..contudo..todavia..porém...entretanto... enfatizo que esse é um romance com uma nova linha. Posso classificar como tendo um ar mais soft, mais delicado, gostoso de ser degustado, nada de provas e declarações de amor eterno; não estamos tratando de um romance para adolescente e sim para adultos, uma coisa mais sadia para quem conta com sensibilidade, acompanhado com a maturidade certa.
Mas o ponto que mais gostei no filme foi a reflexão sobre a espera e a inexorabilidade do tempo. Kate menciona diversas vezes Persuasão¹, livro da britânica Jane Austen (autora que eu já conhecia por Orgulho e Preconceito) que retrata a história de amor de pessoas separadas pelo tempo, à espera de que o momento que se perdeu volte. Uma visão fascinante do amor que vemos em livros, filmes e por que não, na vida real também?!
A Casa do Lago é um filme cheio de flutuações temporais, bem confusas por sinal, mas extremamente delicioso. Dito isso, alguém tem mais alguma consideração a fazer?
Gato100Gata diz:
mencione que a cadela é feia de doer
mencione que a cadela é feia de doer
Eterna Aprendiz diz:
É mesmo... Eu ia esquecendo...a cadela é mais feia que a Miss Catiroba!!! kkkkkkkkk
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Título original: (The Lake House)
Lançamento: 2006 (EUA)
Direção: Alejandro Agresti
Atores: Sandra Bullock, Keanu Reeves, Shohreh Aghdashloo, Christopher Plummer, Ebon Moss-Bachrach.
Duração: 105 min
Gênero: Drama
¹ Para fazer o download, clique na imagem abaixo:

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