Simplicidade nunca foi o ponto forte de Christopher Nolan, que, além de diretor, assina como roteirista e produtor de A Origem. Se em seu primeiro filme de sucesso, Amnésia, de 2000, a história é contada de trás para frente, aqui o espectador é levado para camadas cada vez mais profundas de sonhos.
“Ame ou odeie”, rótulos e idiossincrasias à parte… Sim, A Origem (título nada interessante para “Inception”) não é um filme fácil. Mas também não é tão hermético quanto pode parecer ao assistir ao trailer. Dá pra acompanhar bem as “várias camadas”, o roteiro é tão interessante quanto bem estruturado e os desempenhos são ótimos. Leonardo diCaprio está muito bem no papel principal, os diálogos têm força e o suspense evolui de forma consistente. Christopher Nolan brilha intensamente no roteiro e na direção do longa e dá de bandeja a talentosa Ellen Page (que no filme faz o papel de Ariadne que, na mitologia grega, é quem permite que Teseu saia do labirinto por meio de um novelo, tudo a ver) para que o espectador tenha alguém que o oriente nesta viagem. O filme mistura golpes (de todo tipo) e realidade virtual que dá ao espectador muito mais que belos efeitos especiais: mergulhe numa catarse ou num turbilhão de questionamentos, mas mergulhe, esta é a ideia.
O que torna tudo mais confuso, porém, é que a ação não transcorre na cabeça de um único sonhador, e sim numa espécie de região coletiva manipulada por mercenários que, para isso, recorrem a uma estranhíssima tecnologia (cujo funcionamento o engenhoso Nolan não se dá ao trabalho de explicar). Um sonho, dentro de um sonho que está dentro de um sonho… ou uma laranja com várias cascas. Normalmente, eles invadem a mente de figurões do mundo corporativo a fim de roubar informações. Desta vez, porém, o desafio é justamente o contrário, ou seja: implantar uma ideia na cabeça de um jovem herdeiro (e observa-se aí, paralelamente, referências às ideias freudianas numa outra situação que se apresenta: a relação desse jovem herdeiro com o seu falecido pai). Se não bastassem as perseguições, tiroteios e o risco iminente de morte, Cobb (Leonardo diCaprio), mesmo nos sonhos dos outros, sempre se depara com uma misteriosa mulher que pode colocar todo seu plano a perder...
Nolan, tanto nos filmes da franquia BATMAN, como no admirável O Grande Truque (The Prestige), já demonstrara seu apego à temática da ilusão, da teatralidade, e aqui ele retoma o assunto – mas, no lugar das artes ninjas do Homem-Morcego ou do ilusionismo dos mágicos, temos os cenários oníricos como forma não apenas de manipulação, mas como o próprio palco da ação em uma trama surpreendente. Mas isto é apenas uma das "cascas", ou "camadas", do filme, e A Origem é mais do que isso.
Alguns pensarão no inconsciente coletivo de Jung, outros pensarão em The Matrix, há os que lembrarão de Onze Homens e Um Segredo e haverá ainda os que acreditam que A Origem é um apenas mais um típico filme de ação. Assita e tire suas conclusões....mas adianto: esse é um filme pra pensar ...E ao final, o diretor recompensa seu público – seus “cúmplices” – com a possibilidade de, questionamentos à parte, escolher o que lhe agradar mais: a realidade ou a ilusão. Melhor que isso, só em sonhos.
A ORIGEM (Inception, EUA / Inglaterra, 2010)
Gênero: Ficção Científica
Duração: 148 min.
Elenco: Leonardo DiCaprio, Marion Cotillard, Joseph Gordon-Levitt, Ellen Page, Ken Watanabe, Cillian Murphy, Tom Hardy, Tom Berenger, Michael Caine, Lukas Haas
Roteirista: Christopher Nolan
Direção: Christopher Nolan
Páginas soltas de uma pessoa curiosa, confusa e pândega que eu, com muito orgulho, sou!
sábado, 30 de abril de 2011
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Sentimento tem sabor?
Comer é um ato sentimental. Não serve apenas para aplacarmos a fome, serve - e muito - para alimentarmos a alma.
Cheiros, sabores, cores e texturas habitam em nosso inconsciente, levando-nos a uma viagem mágica por doces recordações.Essa semana, a lembrança do meu dia de Páscoa não saiu da cabeça. Afinal, esse dia foi recheado com tudo o que mais gosto: muito amor e carinho da família e amigos mais que especiais; ao sabor maravilhoso de brownie, chocolate e cappuccino....hummmmm...ADOROOO!!!
Foi nessa toada de "recordar é viver" que trouxe a receita que ilustra a postagem de hoje:
Brownie
Massa
Ingredientes:
1/2 lata de achocolatado grande (mais ou menos 400 gramas)
2 tabletes de margarina culinária (100 gramas cada)
Ingredientes:
1/2 lata de achocolatado grande (mais ou menos 400 gramas)
2 tabletes de margarina culinária (100 gramas cada)
3 ovos inteiros
1 xícara de açúcar
1 xícara de farinha de trigo (um pouco mais, não chega a 1 1/2)
1 xícara de açúcar
1 xícara de farinha de trigo (um pouco mais, não chega a 1 1/2)
Modo de preparar:
Bata o açúcar e a manteiga. Misture os ovos e bata. Adicione a farinha, batendo e, por último, o achocolatado. A massa fica bem grossa mesmo.
Unte normalmente uma forma retangular pequena e espalhe a massa com a colher uniformemente.
Asse em forno pré-aquecido em temperatura média.
Este brownie não assa como um bolo normal – deixe por +- 40 minutos ou o tempo de sentir o cheirinho de "bolo".
Para ver se está "pronto", espete as bordas c/ palito e, se o palito sair seco, retire o brownie do forno, mesmo que a massa esteja mole no meio. Ele acaba de assar fora. Deixe por uns 40 minutos em cima do fogão ou sobre a pia. É o tempo de acabar de assar. Ele murcha todo e, então, está pronto.
Ingredientes: 100 gramas de chocolate em pó
100 gramas de açúcar
1 lata de creme de leite
Modo de preparar:
Leve ao fogo baixo o chocolate em pó, o açúcar e o creme de leite até ferver
**************
Vai um pedacinho aí?
Pensamento do dia
"Simplicidade. Isso é o que eu tenho em mente no momento. Antigamente, eu costumava pensar que poderia fazer qualquer coisa, e eu queria fazer tudo: escrever um livro, fazer um filme, estar numa banda, ter uma família, escovar os dentes três vezes ao dia... Agora, eu só quero é paz"
Bono Vox
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Inércia e Movimento
Há uma lei natural conhecida como lei da inércia. Quando alguma coisa se encontra em determinadas condições de existência tende a conservar-se nesse estado, quer esteja em repouso quer esteja em movimento. Essa lei aplica-se igualmente para seres humanos. (...) O homem é uma porção de matéria no estado de repouso e nem sempre se quer mexer. Mas quando aquecemos e começamos realmente a andar verficamos que a inércia é como o sistema propulsor de um foguetão dentro de nós... é mil vezes mais fácil continuar a avançar que iniciar o movimento. Motivação e força motriz estabelecem as diferenças entre as pessoas. Se um homem imagina um plano de acção, reconhece um dever, abraça uma causa, veremos cada órgão do seu corpo e cada faculdade do seu espírito começar a trabalhar mais eficaz e suavemente que nunca.
Alfred Montapert, in 'A Suprema Filosofia do Homem'
Alfred Montapert, in 'A Suprema Filosofia do Homem'
Agenda da Semana
Cinema
Quarta-feira, 27 de abril às 21h40min
Filme: Sexo Sem Compromisso
Elenco: Natalie Portman, Ashton Kutcher, Cary Elwes, Lake Bell.
Local: Multiplex UCI Ribeiro - Shopping Iguatemi (Av.Washington Soares, 85- Cocó - Fortaleza/CE)
Lançamento de Livro
Quinta-feira, 28 de abril às 19h
Livro: 96 Dias Embaixo da Cama (Prêmio Jader Carvalho de Literaruta)
Autor: Jeff Peixoto
Local: Ideal Clube (Av. Monsenhor Tabosa, 1381 - Meireles - Fortaleza/CE)
Palestra
Sexta-feira, 29 de abril às 19h
Tema: Psicanálise&Arte - Discussão sobre o filme 'Cisne Negro'
Palestrante: Paulo Marchon e Assis Miranda
Local: Livraria Cultura - Shopping Varanda Mall (Av. Dom Luís, 1010 - Meireles - Fortaleza/CE)
Quarta-feira, 27 de abril às 21h40min
Filme: Sexo Sem Compromisso
Elenco: Natalie Portman, Ashton Kutcher, Cary Elwes, Lake Bell.
Local: Multiplex UCI Ribeiro - Shopping Iguatemi (Av.Washington Soares, 85- Cocó - Fortaleza/CE)
Lançamento de Livro
Quinta-feira, 28 de abril às 19h
Livro: 96 Dias Embaixo da Cama (Prêmio Jader Carvalho de Literaruta)
Autor: Jeff Peixoto
Local: Ideal Clube (Av. Monsenhor Tabosa, 1381 - Meireles - Fortaleza/CE)
Palestra
Sexta-feira, 29 de abril às 19h
Tema: Psicanálise&Arte - Discussão sobre o filme 'Cisne Negro'
Palestrante: Paulo Marchon e Assis Miranda
Local: Livraria Cultura - Shopping Varanda Mall (Av. Dom Luís, 1010 - Meireles - Fortaleza/CE)
terça-feira, 26 de abril de 2011
O Caderno
Eu não sei se você se recorda do seu primeiro caderno, eu me recordo do meu.
Com ele eu aprendi muita coisa, foi nele que eu descobri que as experiências
Com ele eu aprendi muita coisa, foi nele que eu descobri que as experiências
dos erros é tão importante quanto às experiências dos acertos.
Porque vistos de um jeito certo, os erros,
eles nos preparam para nossas vitórias e conquistas futuras
Porque não há aprendizado na vida que não passe pelas experiências dos erros.
O caderno é uma metáfora da vida,
quando os erros cometidos eram demais, eu me recordo,
que a nossa professora nos sugeria que a gente virasse a página.
Era um jeito interessante de descobrir a graça que há nos recomeços.
Ao virar a página, os erros cometidos deixavam de nos incomodar e
a partir deles, a gente seguia um pouco mais crescido.
O caderno nos ensina que erros não precisam ser fontes de castigos.
Erros podem ser fontes de virtudes!
Na vida é a mesma coisa, o erro tem que estar à serviço do aprendizado;
Ele não tem que ser fonte de culpas e vergonhas.
Nenhum ser humano pode ser verdadeiramente grande
sem que seja capaz de reconhecer os erros que cometeu na vida.
Uma coisa é a gente se arrepender do que fez! Outra coisa é a gente se
sentir culpado.
Culpas nos paralisam. Arrependimentos não!
Porque vistos de um jeito certo, os erros,
eles nos preparam para nossas vitórias e conquistas futuras
Porque não há aprendizado na vida que não passe pelas experiências dos erros.
O caderno é uma metáfora da vida,
quando os erros cometidos eram demais, eu me recordo,
que a nossa professora nos sugeria que a gente virasse a página.
Era um jeito interessante de descobrir a graça que há nos recomeços.
Ao virar a página, os erros cometidos deixavam de nos incomodar e
a partir deles, a gente seguia um pouco mais crescido.
O caderno nos ensina que erros não precisam ser fontes de castigos.
Erros podem ser fontes de virtudes!
Na vida é a mesma coisa, o erro tem que estar à serviço do aprendizado;
Ele não tem que ser fonte de culpas e vergonhas.
Nenhum ser humano pode ser verdadeiramente grande
sem que seja capaz de reconhecer os erros que cometeu na vida.
Uma coisa é a gente se arrepender do que fez! Outra coisa é a gente se
sentir culpado.
Culpas nos paralisam. Arrependimentos não!
Eles nos lançam pra frente, nos ajudam a corrigir os erros cometidos.
Deus é semelhante ao caderno.
Ele nos permite os erros pra que a gente aprenda a fazer do jeito certo.
Você tem errado muito?
Não importa, aceite de Deus essa nova página de vida que tem nome de hoje!
Recorde-se das lições do seu primeiro caderno.
Quando os erros são demais, vire a página!
Deus é semelhante ao caderno.
Ele nos permite os erros pra que a gente aprenda a fazer do jeito certo.
Você tem errado muito?
Não importa, aceite de Deus essa nova página de vida que tem nome de hoje!
Recorde-se das lições do seu primeiro caderno.
Quando os erros são demais, vire a página!
Pe. Fábio de Melo
Quem disse que errar não é seguir rumo ao alvo?
Só não erra quem não tenta, e muitas vezes o medo excessivo de falhar é um grande obstáculo ao desenvolvimento de soluções criativas.
Domingo foi Páscoa, data que simboliza a renovação e enseja um bom momento de refletir sobre renovar os projetos pessoais em andamento que não estão atingindo os resultados esperados. Será que eles devem continuar? Será que você está se permitindo pensar criativamente em soluções, ou o medo de falhar está limitando as suas iniciativas?
Em um processo já estabelecido e bem definido, não se pode mesmo deixar espaço para a ocorrência de falhas: a eficiência e a qualidade passam a ser norma. Não há desculpa para a situação abaixo: uma falha em um projeto para o qual existem métodos conhecidos que conduzem ao acerto:

Mas é necessário deixar de fazer a situação acima, que ocorre (indevidamente, é claro) em situações planejadas e estabelecidas, nos levar a confundir toda falha com a derrota e com a ineficiência. Quando ainda se está desenvolvendo uma solução, errar faz parte do processo criativo, e frequentemente o estudo do erro é o elemento que permite colher o conhecimento importante para acertar na próxima tentativa.
Thomas Edison, inventor da lâmpada incandescente, testou centenas de outras alternativas antes de chegar à sua luminosa solução definitiva baseada em um filamento de carbono em uma câmara de vácuo. Quando perguntado por um repórter sobre como tinha sido a sensação de falhar nas outras 700 tentativas que não conduziram a uma lâmpada funcional, Edison teria respondido “Eu não falhei nenhuma vez. Eu descobri centenas de maneiras que não funcionam. Eliminando as maneiras que não funcionam,eu me aproximo de conhecer as que funcionam” – e a cada vez tomou notas, registrou novos conhecimentos, e se aproximou mais do seu alvo.

Embora o exemplo acima seja apenas uma questão de atitude, quase motivacional na sua essência, Edison também não era alguém isento de errar: entre suas tentativas que não chegaram ao sucesso estiveram um plano para passar a construir com cimento e em larga escala a mobília e vários utensílios domésticos (até pianos!), um modelo inicial de cinema com áudio, e um modo de automatizar a mineração do ferro no qual investiu grande parte do que obteve vendendo suas ações da General Electric.
Cada uma das 3 tentativas falhadas acima, considerando o esforço e os recursos empregados nela, poderiam ter sido os fracassos que marcaram uma vida. Mas Edison sabia que errar mais é muitas vezes o requisito para poder também acertar ainda mais, e assim ele é lembrado por sucessos muito maiores e que mudaram a civilização e a cultura, como a lâmpada elétrica e o fonógrafo.
Henry Ford, outro visionário que mudou o mundo ao colocar em prática suas ideias sobre a produção em massa e assim revolucionou o setor de transportes, também teve seus fracassos (um deles localizado no meio da nossa floresta amazônica), mas também sabia usá-los como impulso para acertar mais, e é dele a frase que quero destacar neste post:
Depois de falhar, portanto, faça um bom diagnóstico, descubra a razão da falha, qual o seu grau de responsabilidade sobre ela, e o que você sabe agora que não sabia antes de ter falhado – e use essa informação para planejar sua próxima experiência, sempre com a intenção de falhar menos.
A falha e o erro se convertem em fracasso quando você para de tentar. Na prática, entretanto, muitas vezes um tropeço evita uma queda muito maior, e as tentativas falhadas oferecem conhecimento que não estaria disponível de outra forma, como bem observou Thomas Edison.

Errar geralmente faz parte do desenvolvimento de uma solução inovadora. Se você investir (nos recursos, na motivação, na credibilidade) para se permitir errar mais, terá condições de acertar mais também, sem tratar cada tentativa e experiência como se ela fosse a última bala do revólver.
E conforme for aprendendo a importância de uma falha estrategicamente posicionada, lembre-se das palavras do dramaturgo Samuel Beckett: “Sempre tentaste, sempre falhaste. Não importa. Falhe de novo. Falhe melhor.”
E é neste contexto que desejo aos leitores que saibam falhar cada vez melhor!
Disponível em Efetividade
Domingo foi Páscoa, data que simboliza a renovação e enseja um bom momento de refletir sobre renovar os projetos pessoais em andamento que não estão atingindo os resultados esperados. Será que eles devem continuar? Será que você está se permitindo pensar criativamente em soluções, ou o medo de falhar está limitando as suas iniciativas?
Em um processo já estabelecido e bem definido, não se pode mesmo deixar espaço para a ocorrência de falhas: a eficiência e a qualidade passam a ser norma. Não há desculpa para a situação abaixo: uma falha em um projeto para o qual existem métodos conhecidos que conduzem ao acerto:

Thomas Edison, inventor da lâmpada incandescente, testou centenas de outras alternativas antes de chegar à sua luminosa solução definitiva baseada em um filamento de carbono em uma câmara de vácuo. Quando perguntado por um repórter sobre como tinha sido a sensação de falhar nas outras 700 tentativas que não conduziram a uma lâmpada funcional, Edison teria respondido “Eu não falhei nenhuma vez. Eu descobri centenas de maneiras que não funcionam. Eliminando as maneiras que não funcionam,eu me aproximo de conhecer as que funcionam” – e a cada vez tomou notas, registrou novos conhecimentos, e se aproximou mais do seu alvo.

Cada uma das 3 tentativas falhadas acima, considerando o esforço e os recursos empregados nela, poderiam ter sido os fracassos que marcaram uma vida. Mas Edison sabia que errar mais é muitas vezes o requisito para poder também acertar ainda mais, e assim ele é lembrado por sucessos muito maiores e que mudaram a civilização e a cultura, como a lâmpada elétrica e o fonógrafo.
Henry Ford, outro visionário que mudou o mundo ao colocar em prática suas ideias sobre a produção em massa e assim revolucionou o setor de transportes, também teve seus fracassos (um deles localizado no meio da nossa floresta amazônica), mas também sabia usá-los como impulso para acertar mais, e é dele a frase que quero destacar neste post:
“Falhar é simplesmente a oportunidade de começar de novo, dessa vez mais inteligentemente” – Henry FordClaro que nada disso é desculpa para ser descuidado, agir sem planejar ou mesmo exigir menos de si: a falha é positiva quando ocorre em um processo criativo e é aproveitada como um instrumento de melhoria.
Depois de falhar, portanto, faça um bom diagnóstico, descubra a razão da falha, qual o seu grau de responsabilidade sobre ela, e o que você sabe agora que não sabia antes de ter falhado – e use essa informação para planejar sua próxima experiência, sempre com a intenção de falhar menos.
A falha e o erro se convertem em fracasso quando você para de tentar. Na prática, entretanto, muitas vezes um tropeço evita uma queda muito maior, e as tentativas falhadas oferecem conhecimento que não estaria disponível de outra forma, como bem observou Thomas Edison.

E conforme for aprendendo a importância de uma falha estrategicamente posicionada, lembre-se das palavras do dramaturgo Samuel Beckett: “Sempre tentaste, sempre falhaste. Não importa. Falhe de novo. Falhe melhor.”
E é neste contexto que desejo aos leitores que saibam falhar cada vez melhor!
Disponível em Efetividade
Mudança é Crescimento
"Porque estamos na Terra, se não para crescer? "
Robert Browning
Robert Browning
Não são muitas as pessoas que já leram o próprio obituário.
Alfred Nobel leu. Nobel estava doente já há algum tempo e alguém anunciou falsamente que ele tinha morrido. Imagine sua surpresa quando abriu o jornal de manhã e viu sua morte noticiada!
Ao ler os curtos parágrafos que resumiam sua vida e obra, ficou incomodado ao ver que era mencionado apenas como o homem que inventara a dinamite. A nota descrevia toda a destruição que a invenção causara. Nobel deplorou a idéia de ser lembrado como criador de algo que fora usado para destruir tantas vidas.
Depois de ler o seu obituário, Nobel decidiu mudar sua vida. Dedicou sua vida a um novo ideal: a busca da paz. Hoje, lembramos de Alfred Nobel, não como o inventor da dinamite, mas como o fundador do Prêmio Nobel da Paz.
A história de Nobel ilustra uma verdade importante: nunca é tarde demais para mudar o rumo de sua vida. Se não mudamos, não crescemos. Se não crescemos, não estamos realmente vivendo. O crescimento exige uma perda temporária da segurança.
Isto pode significar o abandono de um padrão familiar e limitador, de um emprego seguro mas não gratificante, de valores em que não se crê mais, de relacionamentos que perderam seu significado. Como Dostoievsky afirmou: "Dar um novo passo e divulgar algo totalmente novo são as coisas que as pessoas mais temem."
Não consigo imaginar coisa pior do que viver uma vida estagnada, destituída de mudança e de progresso. A maioria das pessoas lutam contra as mudanças, especialmente se elas nos afetam pessoalmente. Como o romancista Leon Tolstoy disse: "Todos pensam em mudar o mundo, mas ninguém pensa em mudar a si mesmo".
A ironia é que a mudança é inevitável. Todos têm de lidar com ela. Por outro lado, o crescimento é opcional. Você pode optar por crescer ou lutar contra ele, mas saiba de uma coisa: pessoas que não querem crescer nunca alcançarão seu potencial.
Quanto você mudou...ultimamente? Digamos, na última semana? E no último mês? O último ano, como foi? Você consegue ser bastante específico? Sabemos que a tendência das pessoas é continuar na rotina quando o assunto é crescer e mudar. Crescimento é uma escolha, uma decisão que realmente pode fazer diferença na vida de uma pessoa.
A maioria não percebe que as pessoas bem ou mal sucedidas não diferem substancialmente em suas habilidades. Elas são diferentes em seu desejo de alcançar seu potencial. E nada é mais eficiente que o compromisso com o crescimento pessoal quando o assunto é alcançar seu potencial.
O que será dito no seu in memoriam? O que estará escrito em seu obituário? Alfred Nobel leu o seu próprio e mudou. Você pode começar a concretizar algumas mudanças agora mesmo.
Daniel C. Luz
Autor dos livros Insight I e Insight II DVS Editora
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Zona de Conforto x Zona de Coragem
É muito fácil nos mantermos na zona de conforto, fazendo o que sabemos com certeza, com pouco risco e tranquilidade. Com o passar do tempo, ficamos apegados às velhas fórmulas que desenvolvemos ao longo da vida, acreditando que temos um estilo vencedor. Só que essa situação aparentemente confortável é enganosa. É a mudança de rotina que possibilita o crescimento. Permanecer tempo demais na zona de conforto só nos leva à estagnação. Se tudo é um sistema de energia, de causa e efeito, somos nós que criamos os resultados que obtemos.
Se eu pudesse eleger uma imagem que representasse a necessidade contínua de alternarmos entre zona de conforto e zona de coragem, seria uma planta sempre em fase de mudança e renovação, metade frondosa e metade sem folha alguma.
É isso que desejo a você: a capacidade de se reinventar, como uma árvore que a cada outono percebe que será mais forte se abrir mão de sua beleza, sabendo que é preciso se livrar periodicamente das folhas velhas para renovar as energia, visando sua própria continuidade. Aquilo que parece uma perda, pode ser um ganho.
Se eu pudesse eleger uma imagem que representasse a necessidade contínua de alternarmos entre zona de conforto e zona de coragem, seria uma planta sempre em fase de mudança e renovação, metade frondosa e metade sem folha alguma.
É isso que desejo a você: a capacidade de se reinventar, como uma árvore que a cada outono percebe que será mais forte se abrir mão de sua beleza, sabendo que é preciso se livrar periodicamente das folhas velhas para renovar as energia, visando sua própria continuidade. Aquilo que parece uma perda, pode ser um ganho.
A Verdadeira Páscoa
O nome Páscoa surgiu a partir da palavra hebraica "pessach" e significa "passagem".
Muito mais do que comer chocolate (e eu ganhei dois ovos enormes e deliciosos - rsrs), considero a Páscoa um momento de meditação sobre a simbologia cristã da Ressurreição de Jesus e uma oportunidade de mudança pessoal. E, para mim, mudanças sempre são bem vindas. Elas nos impulsionam e mobilizam para uma nova realidade, repleta de esperança e novas conquistas.
Por isso, vou aproveitar a semana pós-páscoa para publicar textos que falem de mudança, perseverança e transformação.
Que dentro de cada coração, possa acontecer a verdadeira páscoa dia após dia!
domingo, 24 de abril de 2011
Previsão do Futuro
O site xkcd publicou uma imagem mostrando os principais resultados do Google para eventos futuros. A ideia era montar uma linha do tempo de 2012 até 2101. Para isso, o site em questão realizou buscas usando códigos específicos no Google. Confira os principais eventos:
Linha Linha do tempo do futuro (Fonte da imagem: Reprodução/xkcd)
- 2012: Apocalipse;
- 2014: Linux se torna o sistema operacional dominante;
- 2015: Pobreza extrema e fome são erradicadas;
- 2016: Android alcança 45% do mercado de smartphones;
- 2018: Jesus volta à Terra;
- 2020: Energia solar se torna mais barata que combustíveis fósseis;
- 2022: Padrão HTML 5 está completo;
- 2023: Jesus volta à Terra (novamente);
- 2024: Atlantis começa a reaparecer;
- 2025: População mundial chega a 8 bilhões de habitantes;
- 2029: Wikipedia conta com 30 milhões de artigos;
- 2032: Todo o mundo se converte para o Cristianismo;
- 2040: Nanotecnologia oferece imortalidade aos humanos;
- 2050: Sexo com robôs torna-se possível;
- 2050: China domina o espaço;
- 2053: Cachorros podem dirigir carros;
- 2062: Os Jetsons;
- 2063: Primeira espaçonave a ultrapassar a velocidade da luz;
- 2078: Jornais morrem;
- 2101: Guerra!
Linha Linha do tempo do futuro (Fonte da imagem: Reprodução/xkcd)sexta-feira, 22 de abril de 2011
O que fazer em Fortaleza no feriadão?
Não viajou? Então que tal curtir um pouco da cidade, que nessa época fica muito mais tranquila?
Selecionei uma programação light para curtir o feriadão na Cidade dos Verdes Mares. Confira!
TEATRO
Paixão de Cristo na Praça Verde
A Praça Verde do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura recebe de 21 a 23 de abril a apresentação da Paixão de Cristo às 19 horas. A programação é gratuita e aberta ao público.
Abril com Bonecos O CDMAC em parceria com a Associação Brasileira de Teatro de Bonecos do Ceará realizam neste mês o “Abril com Bonecos”, em homenagem ao Dia Nacional do Teatro de Bonecos, comemorado dia 27 de abril. Classificação 12 anos.
Dia 23 As Aventuras de Dom Quixote – Grupo Formosura de Teatro
Dia 24 Augusto Bonequeiro e o boneco Fuleragem
CINEMA
O Chamado de Deus(Cine Clube Dragão do Mar) Prêmios de melhor documentário e melhor montagem no Festival de Brasília de 2000, apresenta uma visão atual da Igreja Católica no país. Direção: José Joffily (2000 – 90min)Classificação Livre Hop - Rebelde Sem Páscoa
Júnior (Russell Brand) era um coelho que adorava tocar bateria e queria conhecer o mundo, mas seu pai (Hugh Laurie) deseja que ele dê continuidade à tradição de tornar-se o Coelho da Páscoa, seguida a quatro mil anos.
Júnior até estava pensando em se deixar convecer pela ideia, mas um dia, em Hollywood, acabou atropelado por Fred (James Marsden) e sua vida mudou.
No meio de gente famosa, seu sonho de viver de rock'n roll veio à tona novamente e agora ele vai ter que se virar para driblar da família porque seu pai contratou as poderosas Boinas Rosas para resgatá-lo.
North Shopping - Sala 2 Sessões: 13h50, 16h05, 18h10 e 20h20
Arcoíris Del Paseo - Sala 2 Sessões: 13h20, 15h20, 17h20, 19h20 e 21h20
Centerplex Via Sul - Sala 6 Sessões: 14h, 16h15, 18h30 e 20h50
UCI Iguatemi - Sala 08 Sessões: 12h40, 14h50, 17h05, 19h15, 21h25 e 23h35
SHOW
Show O Samba não morreu!
O grupo nasceu no Festival Música na Ibiapaba, em 2008, e investe na associação entre o requinte harmônico da Bossa Nova e as sensibilidades melódica dos sambas tradicionais. 60min. Dia 24 -18h - R$2,00/ 1,00 - Auditório do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura
O grupo nasceu no Festival Música na Ibiapaba, em 2008, e investe na associação entre o requinte harmônico da Bossa Nova e as sensibilidades melódica dos sambas tradicionais. 60min. Dia 24 -18h - R$2,00/ 1,00 - Auditório do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura
Dica de leitura: Canções Reunidas
Canções Reunidas, livro do meu amigo George Silva, também está à venda agora naLIVRARIA CULTURA
em Fortaleza-CE
no Shopping Varanda Mall, na Av. Dom Luis...
e pelo site:
São 88 páginas, 50 poemas que são letras de suas principais canções, com os mais variados temas, focando o amor e seus encantos e desencantos. Trata-se da realização de um sonho do autor para compartilhar, com muitos, um pouco se seu mundo.
Identifiquem-se, emocionem-se, leiam mais!
Tô indo garantir o meu exemplar!!!
Identifiquem-se, emocionem-se, leiam mais!
Tô indo garantir o meu exemplar!!!
O essencial é invisivel aos olhos!
"O amigo é a resposta aos teus desejos. Mas não o procures para matar o tempo! Procura-o sempre para as horas vivas. Porque ele deve preencher a tua necessidade, mas não o teu vazio."
Khalil Gibran
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Falando de Amor: Crônica do amor
Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.
O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.
Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.
Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.
Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.
Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.
Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam. Então?
Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.
Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.
Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama este cara?
Não pergunte pra mim você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.
É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.
Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?
Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.
Não funciona assim.
Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.
Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!
Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.
Arnaldo Jabor
terça-feira, 19 de abril de 2011
segunda-feira, 18 de abril de 2011
VIPs - aventuras de um farsante em busca de si mesmo
Inspirado no mesmo livro Histórias Reais de um Mentiroso que originou o documentário homônimo dirigido pela escritora Mariana Caltabiano, VIPs é um filme divertido que acerta ao reconhecer o potencial cinematográfico da fantástica história do trambiqueiro Marcelo do Nascimento, mesmo que também cometa falhas graves ao fazer compromissos morais e narrativos que comprometem o resultado final.
Como eu me diverti com esse filme! As "aventuras" do Marcelo (interpretado por Wagner Moura) realmente são algo digno de ser registrado. O cara inventa mesmo e com muita facilidade. Basta querer ir a uma festa ou passar um fim de semana bem instalado, para criar toda uma cena, na qual sempre se passa por uma autoridade ou filho de alguém importante ou artista, empresário, etc. E ele, nas suas farsas, era tão convincente que enganava a todos sem maiores resistências. Mas, como o próprio Marcelo diz, os golpes dão certo porque muitas pessoas querem tirar vantagem.
O que mais me surpreendeu não foram apenas a criatividade e a lábia do protagonista, mas a ausência total de medo. Marcelo passou pelas situações mais arriscadas, esteve cara a cara com o perigo. Enganou bandidos, a polícia, foi preso mas, mesmo assim, sempre foi em frente.
Trata-se de uma pessoa extremamente inteligente, não só para criar artifícios, mas também para resolver grandes problemas, como quando conseguiu controlar uma rebelião em um dos presídios no qual esteve detido. É uma inteligência nata, que, se bem usada, poderia render excelentes frutos.
O que mais me surpreendeu não foram apenas a criatividade e a lábia do protagonista, mas a ausência total de medo. Marcelo passou pelas situações mais arriscadas, esteve cara a cara com o perigo. Enganou bandidos, a polícia, foi preso mas, mesmo assim, sempre foi em frente.
Trata-se de uma pessoa extremamente inteligente, não só para criar artifícios, mas também para resolver grandes problemas, como quando conseguiu controlar uma rebelião em um dos presídios no qual esteve detido. É uma inteligência nata, que, se bem usada, poderia render excelentes frutos.
O roteiro acompanha vários anos da vida de Marcelo , começando no ensino médio e abordando os eventos mais importantes de sua jornada, como sua passagem pelo Paraguai, o período em que trabalhou como piloto de avião para traficantes e, claro, sua participação no Recifolia, quando assumiu a identidade de um dos donos da Gol e acabou sendo entrevistado pelo colunista social Amaury Jr. Mudando os nomes de vários personagens para evitar questões legais (Ricardo Macchi vira “Renato Jacques”; por exemplo), VIPs ainda assim se mantém relativamente fiel aos fatos, o que é admirável – embora faça uma mudança significativa e reprovável que discutirei mais adiante.
Com uma introdução fragilíssima, mesmo constrangedora, que retrata Marcelo na adolescência (levando Wagner Moura a usar uma peruca pavorosa e a tentar fazer algo que nem mesmo todo seu talento poderia alcançar: retratar um adolescente de colegial), o filme se torna sensivelmente melhor depois da primeira elipse, quando reencontramos o protagonista um pouco mais velho e já trabalhando em um aeroclube. A partir deste instante, o longa ganha consistência e ritmo, superando sua introdução medíocre e passando a envolver o espectador com segurança.
Investindo contínua e acertadamente na comédia, VIPs emprega tanto gags visuais inspiradas (como na cena em que o Patrão traficante afirma odiar armas, esquecendo-se do ambiente ao seu redor) quanto diálogos hilários (como o interrogatório de Marcelo feito pela Polícia Federal). Além disso, a montagem mostra-se bem-sucedida ao conferir dinamismo à narrativa, algo que fica claro, por exemplo, na seqüência que traz o personagem imitando Renato Russo, enquanto acompanhamos sua evolução dentro da quadrilha e sua iniciativa de enviar dinheiro para a mãe – e elogios também devem ser feitos à elegância de várias de suas transições (como no instante em que as águas de um lago no Paraguai dão lugar ao asfalto coberto de chuva no Brasil).
Mais uma vez, firmando-se em sua posição entre os melhores atores do Cinema brasileiro contemporâneo, Wagner Moura finca os dentes com vontade num papel cujo potencial certamente reconheceu de imediato: surgindo com vários visuais diferentes e retratando com brilhantismo o arco dramático percorrido por Marcelo, desde a alegria juvenil e incontida do primeiro voo solo à amargura dos momentos finais, o ator jamais deixa de soar convincente (isto é, passados os minutos iniciais) – e isto mesmo quando se entrega ao piscar acelerado de olhos que obviamente se tornou uma muleta de interpretação e que aqui parece sair de controle. Beneficiado por um roteiro que reconhece que o sucesso de Marcelo residia em sua cara-de-pau e no cuidado com os detalhes, Moura se destaca especialmente ao surgir enganando suas vítimas, como, por exemplo, ao simular uma conversa ao telefone durante a qual reclama de uma árvore que obstrui a placa de “sua” empresa ou ao se adiantar à dúvida de um personagem com relação à sua identidade, invertendo os papéis e perguntando a este se já não se conheciam. Aliás, o ator se mostra tão à vontade em VIPs que consegue nos fazer esquecer de seu icônico Coronel Nascimento de Tropa de Elite 2, transformando 2010 em um de seus melhores anos no Cinema. (E embora Moura realmente domine o longa de ponta a ponta, não posso deixar de elogiar também o desempenho tocante e sensível de Gisele Fróes como Silvia, mãe de seu personagem.)
Infelizmente, porém, VIPs comete um erro grave ao adaptar a história de Marcelo e que compromete a força da história. Pelo que pesquisei, em Histórias Reais de um Mentiroso, a diretora Mariana Caltabiano pecava por jamais questionar as escolhas morais do protagonista - que, afinal, atuou como traficante e contrabandista, trazendo armas e drogas para o Brasil -, já os realizadores do longa adotam uma abordagem diferente: criam uma enfermidade psíquica (óbvia desde o princípio da projeção, diga-se de passagem, embora eles pareçam acreditar que se converterá em surpresa) que basicamente exime Marcelo de toda e qualquer responsabilidade diante de sua vida de crimes.
E esta opção narrativa não apenas se revela rasa do ponto de vista psicológico como também desnecessária e, em última análise, profundamente covarde ao evitar o lado sombrio de um personagem que não deixaria de ser fascinante apenas por exibir uma inegável ambigüidade moral.
Vale o ingresso, é diversão garantida!!!
Confira o trailer do filme:
Vale o ingresso, é diversão garantida!!!
Confira o trailer do filme:
sexta-feira, 15 de abril de 2011
Beatles Ilustrados
*Esse post era pra ter subido semana passada, mas me atrapalhei na hora de programar a publicação e acabei esquecendo nos rascunhos (#shame_on_me). Mesmo com um pouco de atraso, vale a pena conferir!
Música de verdade = Beatles. A minha opinião é essa. Quando alguém me pergunta: Que tipo de música você gosta? É como se eu ouvisse: Qual música dos Beatles você gosta?. Não tem como falar de música sem citar os Beatles, os gênios. Bem, assim como eu, Oliver Barrett também é fã da banda. Seu carinho é tanto, que o designer ilustrou os quatro integrantes da banda.
Bonitas e cheias de estilo, as ilustrações de John, Paul, George e Ringo criadas pelo ilustrador americano fazem parte do projeto "Charting the Beatles". Interessante ele colocar na parte inferior, os instrumentos que cada um toca.
Vale a pena conhecer o trabalho dele aqui.
Música de verdade = Beatles. A minha opinião é essa. Quando alguém me pergunta: Que tipo de música você gosta? É como se eu ouvisse: Qual música dos Beatles você gosta?. Não tem como falar de música sem citar os Beatles, os gênios. Bem, assim como eu, Oliver Barrett também é fã da banda. Seu carinho é tanto, que o designer ilustrou os quatro integrantes da banda.
Bonitas e cheias de estilo, as ilustrações de John, Paul, George e Ringo criadas pelo ilustrador americano fazem parte do projeto "Charting the Beatles". Interessante ele colocar na parte inferior, os instrumentos que cada um toca.
Vale a pena conhecer o trabalho dele aqui.
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Música Especial do Dia: Beija eu
Beija Eu
Seja eu!
Seja eu!
Deixa que eu seja eu
E aceita
O que seja seu
Então deita e aceita eu...
Seja eu!
Deixa que eu seja eu
E aceita
O que seja seu
Então deita e aceita eu...
Molha eu!
Seca eu!
Deixa que eu seja o céu
E receba
O que seja seu
Anoiteça e amanheça eu...
Seca eu!
Deixa que eu seja o céu
E receba
O que seja seu
Anoiteça e amanheça eu...
Beija eu!
Beija eu!
Beija eu, me beija
Deixa
O que seja ser...
Beija eu!
Beija eu, me beija
Deixa
O que seja ser...
Então beba e receba
Meu corpo no seu
Corpo eu, no meu corpo
Deixa!
Eu me deixo
Anoiteça e amanheça...
Meu corpo no seu
Corpo eu, no meu corpo
Deixa!
Eu me deixo
Anoiteça e amanheça...
Seja eu!
Seja eu!
Deixa que eu seja eu
E aceita
O que seja seu
Então deita e aceita eu...
Seja eu!
Deixa que eu seja eu
E aceita
O que seja seu
Então deita e aceita eu...
Molha eu!
Seca eu!
Deixa que eu seja o céu
E receba
O que seja seu
Anoiteça e amanheça eu...
Seca eu!
Deixa que eu seja o céu
E receba
O que seja seu
Anoiteça e amanheça eu...
Aaaaah! ah ah ah ah! ah!
Ah! ah ah ah!
Ah! ah ah ah!
Ah ah ah!...
Ah! ah ah ah!
Ah! ah ah ah!
Ah ah ah!...
Beija eu!
Beija eu!
Beija eu, me beija
Deixa
O que seja ser...
Beija eu!
Beija eu, me beija
Deixa
O que seja ser...
Então beba e receba
Meu corpo no seu
Corpo eu, no meu corpo
Deixa!
Eu me deixo
Anoiteça e amanheça...
Meu corpo no seu
Corpo eu, no meu corpo
Deixa!
Eu me deixo
Anoiteça e amanheça...
Vai um beijinho aí??? :*
Existe coisa melhor e mais bonita que esta simples expressão de Amor, Carinho, Afeto, Amizade, União, Desejo...e o que mais passar pelo coração?
Vamos celebrar! E você sabia que beijar queima calorias? Pois é! E ainda ativa a circulação sanguínea, que melhora a hidratação da pele, e, ainda, os médicos dizem que é bom para combater a fadiga e o estresse. Para completar, ainda diminui a acidez da boca, ajudando a prevenir contra as cáries. Então é isso, prepare-se para beijar muuuuuuitoooooo! (e estou me referindo a beijo na boca, no rosto, na mão…porque beijo não é só entre namorados, ficantes e outros casais em geral, mas também entre amigos, pais e filhos e quem mais quiser beijar, não é mesmo?)
Para todo mundo: muitos e muitos :-***************** (smacks!)
Campanha RiR
Começou a ser divulgado, nessa semana, o novo comercial do Rock in Rio 2011. A campanha “Voltei”, criada pela Artplan, reforça a mensagem que ”em setembro de 2011, o sonho está de volta”.
Na campanha impressa tem Luize Altenhofen carregando uma guitarra, símbolo do Rock in Rio de frente para o Pão de Açúcar, com os dizeres: “Depois de 10 anos fora de casa, de reunir mais de 5 milhões de pessoas em 9 edições, depois de todo o sucesso alcançado na Europa, o Rock in Rio está feliz por voltar à cidade onde nasceu. Em setembro de 2011 prepare-se para reviver toda a emoção domaior festival de música do mundo”.
Já o comercial de tv mosta Altenhofen, vários pontos do Rio e ao fundo a música tema do RiR. Assista:
Mas faltou um pouco de criatividade da Artplan, o comercial é idêntico ao Rock in Rio Lisboa 2010. Apenas tirou as imagens de Lisboa e colocou as do Rio. Veja:
Com o retorno do RiR à "cidade maravilhosa", após sua passagem por Madri e Lisboa, a organização prepara muitas novidades. O presidente do festival, Roberto Medina, declarou que o evento, que nesta edição celebra 25 anos, contará com "queima de fogos sincronizada e efeitos de iluminação e vídeo". "Teremos mais um momento inesquecível na história do festival", disse.
Os Paralamas do Sucesso e os Titãs serão os encarregados de abrir, em 23 de setembro, o festival com a participação da Orquestra Sinfônica Brasileira.
Já Milton Nascimento subirá ao palco Mundo para fazer um dueto, através de um vídeo, com Freddie Mercury. Uma homenagem ao vocalista do Queen, que faleceu há 20 anos, e lembrará a passagem da banda pelo festival em 1985.
Ai, galera....tô super ansiosa!!! Rio...tô chegando!
Na campanha impressa tem Luize Altenhofen carregando uma guitarra, símbolo do Rock in Rio de frente para o Pão de Açúcar, com os dizeres: “Depois de 10 anos fora de casa, de reunir mais de 5 milhões de pessoas em 9 edições, depois de todo o sucesso alcançado na Europa, o Rock in Rio está feliz por voltar à cidade onde nasceu. Em setembro de 2011 prepare-se para reviver toda a emoção domaior festival de música do mundo”.
Já o comercial de tv mosta Altenhofen, vários pontos do Rio e ao fundo a música tema do RiR. Assista:
Mas faltou um pouco de criatividade da Artplan, o comercial é idêntico ao Rock in Rio Lisboa 2010. Apenas tirou as imagens de Lisboa e colocou as do Rio. Veja:
Com o retorno do RiR à "cidade maravilhosa", após sua passagem por Madri e Lisboa, a organização prepara muitas novidades. O presidente do festival, Roberto Medina, declarou que o evento, que nesta edição celebra 25 anos, contará com "queima de fogos sincronizada e efeitos de iluminação e vídeo". "Teremos mais um momento inesquecível na história do festival", disse.
Os Paralamas do Sucesso e os Titãs serão os encarregados de abrir, em 23 de setembro, o festival com a participação da Orquestra Sinfônica Brasileira.
Já Milton Nascimento subirá ao palco Mundo para fazer um dueto, através de um vídeo, com Freddie Mercury. Uma homenagem ao vocalista do Queen, que faleceu há 20 anos, e lembrará a passagem da banda pelo festival em 1985.
Ai, galera....tô super ansiosa!!! Rio...tô chegando!
terça-feira, 12 de abril de 2011
Solidão

Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo… Isto é carência.
Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar… Isto é saudade.
Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes, para realinhar os pensamentos… Isto é equilíbrio.
Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente para que revejamos a nossa vida. .. Isto é um princípio da natureza.
Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado… Isto é circunstância.
Solidão é muito mais do que isto.
Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma….
(Esclareço que o poema SOLIDÃO é de Fátima Irene Pinto e tem rodado a net indevidamente atribuído ao Chico Buarque.
Trata-se de página de dois livros da autora a saber: Ecos da Alma e Palavras Para Entorpecer o Coração, ambos disponíveis nas boas livrarias do Brasil.)
Confiram também no site da autora
Falando de Amor
“O amor real nos deixa feliz e harmônico pela simples presença do outro. Amor é eternidade. Se estiver presente, cresce. Ele conhece o início, mas não o fim. Duas pessoas infelizes que se unem multiplicam sua infelicidade”.
Osho
Desistir do Amor é desistir de si próprio.
As pessoas não entram em nossa vida por um simples acaso.
Não devemos desistir de conhecer pessoas, nos relacionarmos com o mundo. Cada ser humano que passa por nós tem algo valioso a nos mostrar.
Não importa se você foi rejeitado, traído, humilhado, agredido como também não importa se você foi muito amado. O que realmente importa é o que essa pessoa fez você enxergar, o quanto esse espelho te ajudou a crescer, a se ver, a se reconhecer com todos os defeitos e qualidades, com todos os vícios e virtudes.
É muito fácil justificar nossas falhas culpando o outro, o difícil é nos enxergarmos através do outro.
Muitos relacionamentos terminam no ápice de uma grande oportunidade de cura, de maturidade espiritual.
Julgamos, criticamos o outro como se nada do que julgássemos fizesse parte de nós mesmos. Julgamos porque não conseguimos suportar em nós a escuridão, os demoniozinhos que guardamos em total segredo no nosso inconsciente.
Se soubéssemos a importância de nossos inimigos! Se soubéssemos que nos relacionamos com as nossas crianças internas. Se soubéssemos como deveríamos sentir gratidão por essas pessoas e gratidão pelas oportunidades que a vida nos dá, tudo seria muito mais fácil.
Os inimigos sempre são “os outros” na nossa cabeça. Mas na verdade nós somos os nossos piores inimigos e as pessoas entram em nossa vida justamente para que consigamos nos aceitar, nos amar, nos sentir seguros e confiantes.
Como?
Se o outro é agressivo, preciso reconhecer como sou agressiva comigo mesma.
Se o outro é arrogante, como sou arrogante com as pessoas e não percebo.
Se o outro é paranóico, preciso reconhecer meu grau de ansiedade.
Se o outro é ciumento, preciso reconhecer meu próprio medo de ser traída.
O outro é sempre o espelho do nosso inconsciente.
Se o outro é mentiroso, preciso reconhecer o quanto eu me auto-engano.
Se o outro não me aceita, preciso reconhecer o quanto eu não me aceito.
Se não me aceito como posso esperar que alguém me aceite?
Se não acredito em mim como posso esperar que alguém acredite em mim?
Se não me valorizo como posso esperar reconhecimento?
Se o outro é invejoso, preciso reconhecer o quanto sou insegura e não vejo valores em mim.
Não tenho como definir o Amor, mas amar ao próximo como a ti mesmo é reconhecer que o próximo é você mesmo diante do espelho.
Amar também é aceitar a luz que o próximo reflete na escuridão do seu SER.
Ame seu próximo porque ele sempre estará te mostrando o seu melhor e o seu pior. Observe seus julgamentos e acolha com gratidão. Dessa forma você aos poucos vai se desfazendo do fardo das ilusões e trazendo a tona a luz da consciência, o amor incondicional, a paz constante, a verdade e a beleza de ”ser humano” e não uma máquina inconsciente.
Não desista do amor!
Rock in Rio...Quem vai? Eu vou!!!
O O ROCK IN RIO 2011 já está batendo na porta… esse evento é considerado o maior festival de música e entretenimento do mundo, além das atrações nacionais e internacionais, o evento oferece outras atividades para complementar a diversão do público. Este ano, serão mais de 108 atrações, entre elas : Coldplay, Guns N’ Roses, Metallica, Red Hot Chili Peppers, Slipknot, Shakira, Lenny Kravitz, Jay-Z, Skank, Paralamas do Sucesso e muitos outros
O ROCK IN RIO 2011 acontecerá entre 23 de setembro e 2 de outubro. E de todos os cantos do país estão sendo organizadas caravanas para curtir o evento.
A Cidade do Rock contará com dois palcos na Barra da Tijuca, tendas eletrônicas, espaços de moda e outros atrativos.
É válido lembrar que os ingressos só poderão ser adquiridos a partir do dia 7 de maio, pela internet ou em postos de venda (que ainda não foram divulgados). Os ingressos custarão R$ 190 (inteira) para cada dia e R$ 95 (meia entrada).
Para mais informações, acesse o site oficial do RiR
Tribeca Online
O tribeca Film Festival, que ocorre entre os dias 20 de abril e 1º de maio, terá uma versão online. Pelo site www.tribecafilm.com será possível assistir aos filmes em salas virtuais, entrar em contato com diretores e ter acesso a uma retrospectiva de edições anteriores. A reserva de "assentos" começa hoje (dia 12/4).
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Rio, o filme
Rio tem gerado bastante expectativa, afinal é um desenho que se passa no Rio de Janeiro, feito por um cineasta que não só é brasileiro, mas que já dirigiu outros desenhos bem legais como a trilogia A Era do Gelo. Não tinha como dar errado. Mas o pior é que deu : (
Aqui conhecemos Blu, uma arara azul que é contrabandeada para os States, onde acaba sendo adotada por uma simpática moçoila. Juntos, eles são tão felizes que chega a dar raiva (não é natural ser feliz). Até que recebem a visita de um atrapalhado cientista brasileiro (surgido do nada), que diz que Blu é o último macho de sua espécie, e que ele está com a última fêmea no Brasil. Assim, o trio viaja junto para o Brasil onde vão arranjar altas confusões.
Lá (aqui), eles vão conhecer vários outros pássaros, macaquinhos e contrabandistas. O legal é o visual brasileiro dos bichinhos. Por exemplo, um dos passarinhos usa uma tampinha na cabeça que, sabe-se lá por qual motivo, realmente parece algo que um sambista usaria. E dá um tremendo charme para ele.
O design é excelente e muitas das piadas vêm diretamente dele, mas outras vêm das situações e dos personagens. Em outras palavras, Rio é um filme visualmente lindo e muito engraçado.
Poderia ser perfeito, mas acaba perdendo força no terceiro ato, graças a um roteiro que se rende a todos os clichês das animações, como partezinha triste/lições de amizade e afins. Um filme muito óbvio e previsível. O mais triste disso é que no último filme do diretor Carlos Saldanha, A Era do Gelo 3, ele não seguiu esse caminho e o filme tem um roteiro criativo e diferente. Dessa forma, Rio, o primeiro filme dele fora da franquia que ajudou a criar, é um tremendo retrocesso criativo na obra do nosso conterrâneo.
Outro ponto que me incomodou aqui é que Rio parece uma obra publicitária encomendada para trazer gringos para a “cidade maravilhosa”. O Rio de Janeiro do filme é reconhecível, sim, e é colorido e romantizado como qualquer boa animação deve ser, mas também apresenta a típica imagem “gringa” da cidade, que nunca seria corroborada por alguém que já tenha morado lá, visitou ou até mesmo que apenas assista a telejornal.
Bem, não é perfeito, e nem de longe é o melhor filme de Carlos Saldanha, mas ainda assim temos em Rio um filme divertido, leve e fofo ao extremo. Mais do que suficiente para justificar uma passadinha no cinema, não acha?
Aqui conhecemos Blu, uma arara azul que é contrabandeada para os States, onde acaba sendo adotada por uma simpática moçoila. Juntos, eles são tão felizes que chega a dar raiva (não é natural ser feliz). Até que recebem a visita de um atrapalhado cientista brasileiro (surgido do nada), que diz que Blu é o último macho de sua espécie, e que ele está com a última fêmea no Brasil. Assim, o trio viaja junto para o Brasil onde vão arranjar altas confusões.
Lá (aqui), eles vão conhecer vários outros pássaros, macaquinhos e contrabandistas. O legal é o visual brasileiro dos bichinhos. Por exemplo, um dos passarinhos usa uma tampinha na cabeça que, sabe-se lá por qual motivo, realmente parece algo que um sambista usaria. E dá um tremendo charme para ele.
O design é excelente e muitas das piadas vêm diretamente dele, mas outras vêm das situações e dos personagens. Em outras palavras, Rio é um filme visualmente lindo e muito engraçado.
Poderia ser perfeito, mas acaba perdendo força no terceiro ato, graças a um roteiro que se rende a todos os clichês das animações, como partezinha triste/lições de amizade e afins. Um filme muito óbvio e previsível. O mais triste disso é que no último filme do diretor Carlos Saldanha, A Era do Gelo 3, ele não seguiu esse caminho e o filme tem um roteiro criativo e diferente. Dessa forma, Rio, o primeiro filme dele fora da franquia que ajudou a criar, é um tremendo retrocesso criativo na obra do nosso conterrâneo.
Outro ponto que me incomodou aqui é que Rio parece uma obra publicitária encomendada para trazer gringos para a “cidade maravilhosa”. O Rio de Janeiro do filme é reconhecível, sim, e é colorido e romantizado como qualquer boa animação deve ser, mas também apresenta a típica imagem “gringa” da cidade, que nunca seria corroborada por alguém que já tenha morado lá, visitou ou até mesmo que apenas assista a telejornal.
Bem, não é perfeito, e nem de longe é o melhor filme de Carlos Saldanha, mas ainda assim temos em Rio um filme divertido, leve e fofo ao extremo. Mais do que suficiente para justificar uma passadinha no cinema, não acha?
domingo, 10 de abril de 2011
Frase do Dia
"Se fiz descobertas valiosas, foi mais por ter paciência do que qualquer outro talento."
Isaac Newton
Isaac Newton
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Frase do Dia - Clarice Lispector
"Porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado: pensava que, somando as compreensões, eu amava. Não sabia que, somando as incompreensões é que se ama verdadeiramente"
Clarice Lispector
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Dica de site: Skoob
"Gostou? Elogie. Não gostou? Critique. Monte a sua estante e mostre a seus amigos o que você já leu, está lendo, ou ainda vai ler. Tem muita gente querendo saber a sua opinião."
Ilustrações de Glenn Arthur
Glenn Arthur é um artista visual autodidata de Orange County, na Califórnia. Nascido em fevereiro de 1979, ele cresceu em um lar religioso conservador, com pouca ou nenhuma influência na arte. Após a queda de suas raízes, ele logo percebeu que a criação de arte seria sua vocação. Embora ele constantemente esboçou toda a sua juventude, Glenn não trabalhou em pintura até mais tarde na vida, quando um amigo deu-lhe um pincel e disse: “você precisa fazer isso!”
Desde então, Glenn vem diligentemente trabalhando na criação de sua própria marca de belas imagens pintadas. Ele possui um estilo próprio, melancólico, sentimental e sensual de fazer arte. Mulheres semi nuas, Beija-flores e cabelos sem cor são as assinaturas desse artista. Apesar do constante aumento de uso de programas de computadores como ferramentas de arte pelos artistas, Glenn continua a usar técnicas antigas. Usando tinta acrílica sobre painéis de madeira, ele acrescenta, em elementos e símbolos influentes de seu passado e presente em cada peça. Além da estética de sua obra, existe um enorme sentimento de paixão em suas pinturas. Tocando em temas de amor, morte, conflito e dualidade, a arte de Glenn conta histórias de força e esperança através da emoção e do sentimento com a sua beleza sensual.
Os trabalhos de Glenn mostram como fatores distintos podem ser combinados e formarem uma cena tão linda. A sensualidade da melancolia retratada em belos corpos nus, ornamentados por caveiras, ossos e beija-flores.
Recomendo acessar este link, Glenn explica seu processo criativo e as técnicas. Uma boa fonte de inspiração.








Para mais detalhes e informações sobre Glenn Arthur visite o site do artista ou a página dele no Myspace ou Facebook.
Desde então, Glenn vem diligentemente trabalhando na criação de sua própria marca de belas imagens pintadas. Ele possui um estilo próprio, melancólico, sentimental e sensual de fazer arte. Mulheres semi nuas, Beija-flores e cabelos sem cor são as assinaturas desse artista. Apesar do constante aumento de uso de programas de computadores como ferramentas de arte pelos artistas, Glenn continua a usar técnicas antigas. Usando tinta acrílica sobre painéis de madeira, ele acrescenta, em elementos e símbolos influentes de seu passado e presente em cada peça. Além da estética de sua obra, existe um enorme sentimento de paixão em suas pinturas. Tocando em temas de amor, morte, conflito e dualidade, a arte de Glenn conta histórias de força e esperança através da emoção e do sentimento com a sua beleza sensual.
Os trabalhos de Glenn mostram como fatores distintos podem ser combinados e formarem uma cena tão linda. A sensualidade da melancolia retratada em belos corpos nus, ornamentados por caveiras, ossos e beija-flores.
Recomendo acessar este link, Glenn explica seu processo criativo e as técnicas. Uma boa fonte de inspiração.








Para mais detalhes e informações sobre Glenn Arthur visite o site do artista ou a página dele no Myspace ou Facebook.
terça-feira, 5 de abril de 2011
Semana The Beatles - Lançamento de livro
Ainda na vibe Beatlemania, a dica de leitura da semana é o livro recém lançado no Brasil, Um dia na vida dos Beatles, do fotógrafo Don McCullin.
SINOPSE:
No verão de 1968, após o lançamento do Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, os Beatles estavam no meio do processo de gravação do Álbum Branco (White Album). Em julho daquele ano, resolveram convidar o fotógrafo Don McCullin para fotografá-los durante um dia inteiro. Era um domingo, dia 28, e Don foi ao encontro dos Beatles num estúdio do jornal Sunday Times, em Londres, e os fotografou para a capa da revista Life. McCullin usou cerca de 15 rolos de filme para registrar a banda da Old Street até a área de Limehouse, voltando até a casa de Paul no bairro St. John’s Wood. As fotos tiradas naquele dia são apresentadas nesta obra.
Para comprar clique aqui
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Semana The Beatles - Música Inspiradora da Semana
Nem preciso repetir que nessa semana minha vida está embalada pela Beatlemania.... e "Something", sem dúvida, é a minha trilha preferida. Eu tinha que fazer um post especial para essa linda canção, composta por George Harrison. Uma canção de amor nada óbvia, mas não menos tocante.
Depois de "Yesterday" é a música mais gravada dos Beatles. Para mim, é a melhor composição de Harrison. São 3 minutos de puro deleite!
Something
(The Beatles)
Something in the way she moves
Attracts me like no other lover
Something in the way she woos me
I don't want to leave her now
You know I believe and how
Somewhere in her smile she knows
That I don't need no other lover
Something in her style that shows me
I don't want to leave her now
You know I believe and how
You're asking me, will my love grow?
I don't know, I don't know
You stick around now it may show
I don't know, I don't know
Something in the way she knows
And all I have to do is think of her
Something in the things she shows me
I don't want to leave her now
You know I believe and how
Semana The Beatles - Playlist
Quem me conhece, sabe que, certamente, fui uma inglesinha na vida passada... rsrsrs... Adoro tudo do Reino Unido: arquitetura, moda, literatura, cultura celta, gastronomia e, of course...a música!!!!
Sou fã declarada dos "Garotos de Liverpool" e, inspirada no filme Across The Universe, montei uma playlist com alguns dos clássicos dos Beatles para encher a semana de poesia nostálgica.
Enjoy it:
1. ALL YOU NEED IS LOVE
2. SOMETHING
3. LET IT BE
4. DON'T LET ME DOWN
5. BLACKBIRD
6. HEY JUDE
7. I WANNA HOLD YOUR HAND
8. IF I FELL
9. STRAWBERRY FIELDS FOREVER
10. REVOLUTION
Sou fã declarada dos "Garotos de Liverpool" e, inspirada no filme Across The Universe, montei uma playlist com alguns dos clássicos dos Beatles para encher a semana de poesia nostálgica.
Enjoy it:
1. ALL YOU NEED IS LOVE
2. SOMETHING
3. LET IT BE
4. DON'T LET ME DOWN
5. BLACKBIRD
6. HEY JUDE
7. I WANNA HOLD YOUR HAND
8. IF I FELL
9. STRAWBERRY FIELDS FOREVER
10. REVOLUTION
ACROSS THE UNIVERSE
Sabe quando alguém te diz algo tão óbvio que seu primeiro pensamento é “como ninguém pensou nisso antes?” Esse é o pensamento que deve pairar sobre a cabeça de muita gente depois de assistir a esse filme, que se trata nada mais nada menos de um musical com músicas (só) dos Beatles.
O filme começa em Liverpool, local onde a banda se formou, nos anos 60, com Jude decidindo fazer uma viagem para os EUA. Apesar de não contar para sua mãe, ele quer, na verdade, conhecer seu pai, e na busca por ele conhece Max, com quem forma uma forte amizade e se muda com ele para NY. É lá onde Jude se apaixona pela irmã de Max, Lucy. Se juntam ainda ao grupo a senhoria e cantora Sadie (forte referência à Janis Joplis), a perdida Prudence e o guitarrista, que lembra Jimmy Hendrix, conhecido com Jo-jo.
Quem não viveu nessa década não precisa se preocupar, pois a diretora situa todo o cenário: Guerra do Vietnã, a morte de Luther King e por aí vai. Até mesmo uma viagem ao mundo lisérgico à bordo do Magic Bus do Dr. Robert. E o melhor é que a história do filme não é datada, ela poderia muito bem estar acontecendo hoje ou em qualquer outra década.
Isso não quer dizer que a diretora Julie Taymor se preocupe em contar uma história complexa com longos diálogos. Pelo contrário, quase tudo acontece para que haja uma música dos Beatles. Algumas vezes com o arranjo familiar e outras totalmente alterado. Julie se aproveita disso para criar um filme com cenas impressionantes. Prudence, por exemplo, é dramaticamente descartável, mas protagoniza duas delas: primeiro ela dá um tom totalmente triste (e tocante) a I Wanna Hold Your Hand (que na versão original é bem alegre) e depois com a música de seu próprio nome, Dear, Prudence. Outra interpretação marcante foi a de “Strawberry Fields”, que ganha contornos políticos ao transformar os morangos em símbolos sangrentos da violência da guerra. Da mesma forma, a sequência que traz “I Want You” surge como uma das melhores do filme ao trazer Tio Sam alistando jovens que são entregues a um exército de robôs e enviados contra a vontade (em uma esteira!) para o Vietnã, quando surgem carregando a Estátua da Liberdade enquanto destroem o país com suas botas gigantes e cantam o verso “she’s so heavy!” – uma imagem que, por si só, vale todo o longa. Além dessas cenas, a imagem de um garoto cantando em meio a um tiroteio escondido atrás de um carro em chamas enquanto canta Let It Be é inesquecível.
Outra grande escolha da diretora foi no ritmo do filme. O filme segue da mesma forma que a carreira da banda inglesa. A primeira parte ingênua com músicas (em sua maior parte) animadas e fáceis; na segunda parte, é a parte mais viagem, com o mergulho no mundo das drogas e o sucesso subindo a cabeça; se torna mais profundo, sério e engajado quando Max vai pra guerra até o fechamento do filme.
Para os fãs da banda isso tudo é um prato cheio. Reconhecer as fases da banda, os nomes das personagens nas músicas e grande nomes cantando as músicas (fora os atores, há a presença de Joe Cocker e Bono, por exemplo). Em um determinado momento, o filme perde seu ritmo. Em parte por causa da escolha de apresentarem as músicas integralmente. Nada que estrague o filme, principalmente contando com um final ao som de All You Need is Love no telhado (uma referência a uma apresentação que a banda fez em um telhado da Apple sem cobrar ingressos).
Resumo: um filme poético, performático e E.S.P.E.T.A.C.U.L.A.R!!!
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Brincadeira Divertida
Um a deliciosa e singela brincadeira com objetos do dia-a-dia.
Foto perfeita + Design = pura criatividade!
Assinar:
Postagens (Atom)
































