Como o sândalo humilde que perfuma
o ferro do machado que lhe corta,
hei de ter a minh’alma sempre morta
mas não me vingarei de coisa alguma.
Se algum dia, perdida pela bruma,
resolveres bater à minha porta,
em vez da humilhação que desconforta
terás um leito sobre um chão de pluma.
Em troca dos desgostos que me deste,
mais carinhos terás do que tiveste
e meus beijos serão multiplicados…
Para os que voltam, pelo amor vencidos,
a vingança maior dos ofendidos
é saber abraçar os humilhados
o ferro do machado que lhe corta,
hei de ter a minh’alma sempre morta
mas não me vingarei de coisa alguma.
Se algum dia, perdida pela bruma,
resolveres bater à minha porta,
em vez da humilhação que desconforta
terás um leito sobre um chão de pluma.
Em troca dos desgostos que me deste,
mais carinhos terás do que tiveste
e meus beijos serão multiplicados…
Para os que voltam, pelo amor vencidos,
a vingança maior dos ofendidos
é saber abraçar os humilhados
Perdoar nem sempre é uma tarefa fácil; porque o perdão, pra ter valor, tem de ser sincero, autêntico e vir do coração. Assim como o amor, perdoar é uma arte e uma benção. Acalma o peito, cura a alma.
Hoje, preciso conceder alguns perdões...e o primeiro deles é a mim mesma.
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