“O amor real nos deixa feliz e harmônico pela simples presença do outro. Amor é eternidade. Se estiver presente, cresce. Ele conhece o início, mas não o fim. Duas pessoas infelizes que se unem multiplicam sua infelicidade”.
Osho
Desistir do Amor é desistir de si próprio.
As pessoas não entram em nossa vida por um simples acaso.
Não devemos desistir de conhecer pessoas, nos relacionarmos com o mundo. Cada ser humano que passa por nós tem algo valioso a nos mostrar.
Não importa se você foi rejeitado, traído, humilhado, agredido como também não importa se você foi muito amado. O que realmente importa é o que essa pessoa fez você enxergar, o quanto esse espelho te ajudou a crescer, a se ver, a se reconhecer com todos os defeitos e qualidades, com todos os vícios e virtudes.
É muito fácil justificar nossas falhas culpando o outro, o difícil é nos enxergarmos através do outro.
Muitos relacionamentos terminam no ápice de uma grande oportunidade de cura, de maturidade espiritual.
Julgamos, criticamos o outro como se nada do que julgássemos fizesse parte de nós mesmos. Julgamos porque não conseguimos suportar em nós a escuridão, os demoniozinhos que guardamos em total segredo no nosso inconsciente.
Se soubéssemos a importância de nossos inimigos! Se soubéssemos que nos relacionamos com as nossas crianças internas. Se soubéssemos como deveríamos sentir gratidão por essas pessoas e gratidão pelas oportunidades que a vida nos dá, tudo seria muito mais fácil.
Os inimigos sempre são “os outros” na nossa cabeça. Mas na verdade nós somos os nossos piores inimigos e as pessoas entram em nossa vida justamente para que consigamos nos aceitar, nos amar, nos sentir seguros e confiantes.
Como?
Se o outro é agressivo, preciso reconhecer como sou agressiva comigo mesma.
Se o outro é arrogante, como sou arrogante com as pessoas e não percebo.
Se o outro é paranóico, preciso reconhecer meu grau de ansiedade.
Se o outro é ciumento, preciso reconhecer meu próprio medo de ser traída.
O outro é sempre o espelho do nosso inconsciente.
Se o outro é mentiroso, preciso reconhecer o quanto eu me auto-engano.
Se o outro não me aceita, preciso reconhecer o quanto eu não me aceito.
Se não me aceito como posso esperar que alguém me aceite?
Se não acredito em mim como posso esperar que alguém acredite em mim?
Se não me valorizo como posso esperar reconhecimento?
Se o outro é invejoso, preciso reconhecer o quanto sou insegura e não vejo valores em mim.
Não tenho como definir o Amor, mas amar ao próximo como a ti mesmo é reconhecer que o próximo é você mesmo diante do espelho.
Amar também é aceitar a luz que o próximo reflete na escuridão do seu SER.
Ame seu próximo porque ele sempre estará te mostrando o seu melhor e o seu pior. Observe seus julgamentos e acolha com gratidão. Dessa forma você aos poucos vai se desfazendo do fardo das ilusões e trazendo a tona a luz da consciência, o amor incondicional, a paz constante, a verdade e a beleza de ”ser humano” e não uma máquina inconsciente.
Não desista do amor!
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