
Em geral, as pessoas se atiram na paixão sem pensar nas consequências, tamanha é a força desse acontecimento súbito e arrebatador, comparável a um raio que cai sobre duas pessoas e as eletrifica, unindo-as pelo desejo, pela esperança, pelas fantasias de felicidade e completude. Só quando a paixão arrefece, as pessoas relevam aspectos mais profundos da personalidade social e ética de seus parceiros. Aí, aparecerão as diferenças que serão elaboradas (ou não) pelo casal, mantendo-o unido ou separando-o.
Como diz a boneca Emília, no livro Reforma da Natureza, de Monteiro Lobato, o mundo foi malfeito por Deus. O ideal seria que pudéssemos escolher por quem nos apaixonar, após conhecer bem os candidatos, descartando os muito dessemelhantes e optando por aqueles que apresentam diferenças menos radicais.
Entretanto, temos que nos conformar com o difícil caminho da paixão por um quase desconhecido e batalhar para superar e acolher diferenças por meio da compreensão e da aceitação da sua personalidade. Só assim o arrebatamento poderá durar sob a forma de amor apaixonado. Mas esse final feliz exige esforço de ambos. Antes de tudo, é preciso tolerância. O ser humano tem dificuldade de aceitar diferenças.
Quando crianças, amamos o semelhante, o diferente é um inimigo mortal, pois ameaça invadir nossa personalidade ainda imatura e influenciável. A criança precisa evoluir para uma maneira de estar no mundo em que poderá se abrir para as novidades trazidas pelo ambiente, preservando, contudo, seu modo de ser, só permitindo modificações favoráveis ao aumento de potência da sua personalidade.
E como é longo e árduo o caminho para se chegar a este modo de ser....Estou tentando alcançar essa capacidade, através do embate com o mundo e desbravando o caos que habita o meu interior.
Como diz a boneca Emília, no livro Reforma da Natureza, de Monteiro Lobato, o mundo foi malfeito por Deus. O ideal seria que pudéssemos escolher por quem nos apaixonar, após conhecer bem os candidatos, descartando os muito dessemelhantes e optando por aqueles que apresentam diferenças menos radicais.
Entretanto, temos que nos conformar com o difícil caminho da paixão por um quase desconhecido e batalhar para superar e acolher diferenças por meio da compreensão e da aceitação da sua personalidade. Só assim o arrebatamento poderá durar sob a forma de amor apaixonado. Mas esse final feliz exige esforço de ambos. Antes de tudo, é preciso tolerância. O ser humano tem dificuldade de aceitar diferenças.
Quando crianças, amamos o semelhante, o diferente é um inimigo mortal, pois ameaça invadir nossa personalidade ainda imatura e influenciável. A criança precisa evoluir para uma maneira de estar no mundo em que poderá se abrir para as novidades trazidas pelo ambiente, preservando, contudo, seu modo de ser, só permitindo modificações favoráveis ao aumento de potência da sua personalidade.
E como é longo e árduo o caminho para se chegar a este modo de ser....Estou tentando alcançar essa capacidade, através do embate com o mundo e desbravando o caos que habita o meu interior.
Mas não pensem que não sou a favor da paixão. Acredito nas palavras de Nelson Rodrigues: “Sem paixão, não se chupa nem um Chicabon na esquina”. Afinal, paixão pode ser inundação, vendaval, tempestade, incêndio, tormenta. Sim, é toda essa força natural e selvagem. Mas é justamente aquilo que não te deixa morrer em vida.
Sem paixão pela vida, pelas coisas que fazemos, pelo ar que respiramos, pela magia das madrugadas, não se chega a lugar nenhum. Há que se ter paixão pelo mundo, pelo anoitecer e pelo amanhecer, pelo respirar, pelo despertar. Pela música que toca ao longe, pela poesia que se insinua discreta.
Paixão pela linha infinita do horizonte, pela chuva que despenca lá fora e aqui dentro do peito. Paixão pelo caminho escolhido e também por aquele em que nos vemos de repente, sem que nos lembremos de tê-lo escolhido. Ele é que nos escolheu.
Há que se ter paixão para se voltar a sonhar, desejar, realizar e cumprir. Há que se ter paixão diante dos olhos risonhos da criança que te desafia entre atitudes e palavras. Há que se ter paixão diante dos papéis que te povoam o dia sobre a mesa, que se impõem e que urge demandá-los.
Há que se ter paixão ao atender um telefonema, qualquer um. Precisa-se da paixão, cada vez mais nos cotidianos insossos que teimam em polvilhar de neutralidade a vida. Precisa-se da paixão a cada resposta, a cada pergunta, a cada constatação e a cada fato que ocorre, nessa vida-louca-vida.
Há que se ter paixão para se perceber que a vida não é só o acordar, ir, trabalhar, voltar, comer, tomar banho, ver TV, dormir, acordar, tal, tal, tal. Há ainda, que se ter paixão para não adormecer durante boa parte da vida, permanecer sonhando e caminhar sonâmbulo. Há que se ter paixão para não se deixar levar pelo automático, pelo caminho já sulcado de passos anteriores, por onde já vagaram tantas almas desapaixonadas. E há que se ter paixão para que se possa, minimamente, existir. E a paixão é visível: transborda pelos olhos, pela pele, pelo suor. Pelo cheiro e pelo gosto. Sentimos a paixão vibrar quando olhamos para uma pessoa viva. Essa sim, transborda, contagia, contamina, engrandece, ilumina, quantifica, fortalece, agiganta.
É preciso ter paixão pra fazer o mundo girar, pra fazer as coisas acontecerem, pra mover a enorme alavanca da vida que faz os sonhos se realizarem, pra impulsionar o caminhar durante a jornada. Pra levantar do chão. Pra mudar a rota.É preciso ter paixão para fazer a travessia.
A paixão surge quando você se envolve consigo mesmo numa relação de amor. Você se ama e se respeita. O que você devolve para o mundo é a paixão.
Amar é...
ResponderExcluirsorrir por nada e ficar triste sem motivos
e ter a euforia de uma vida em apenas um segundo,
é o ciúme sem sentido,
o desejo de um carinho;
é se entregar sem medo, enfrentar o mundo inteiro p apenas um desejo, o daquela pessoa;
é abraçar com certeza e beijar com vontade,
é passear de maões dadas com a felicidade,
é ser feliz de verdade!
"bem aventurados os que se entregam aos carinhos d um amor, pois essa e a única forma de se provar uma gota do paraíso..." nem te conheço bem, mas não vivo mais sem vc...mil bjos, sam.